sábado, setembro 22, 2007

quarta-feira, setembro 19, 2007

Gostos

Continuo a preferir "Debate da nação" RTP em vez de "Quadratura do círculo" SIC e
"Trio D'ataque" RTP em vez de "O dia seguinte" SIC.

Regularidade precisa-se

Continuo a não conseguir vir aqui escrever muitas vezes. Tenho pena. Assim ía desabafando.

domingo, setembro 09, 2007

Pavarotti

Um bébé grande de barba, como dizia Bono, que com o seu dom emocionou o mundo.
Hoje despedimo-nos dele.
Continuo a ouvi-lo muitas vezes.
LR

Eduardo Prado Coelho e Mariza

Quando Eduardo Prado Coelho morreu li que nunca gostou de Mariza, que se tinha até mostrado, através de um artigo, perplexo com o seu sucesso. Eu, que nunca gostei de Mariza, já aqui o tinha escrito, achei curioso. Por estes dias, Mariza deu uma entrevista, intercalada com pedaços dos seus concertos, a Conceição Lino, na SIC. Ao contrário do que já li sobre ela, pareceu-me (como sempre) muito convencida e teatral.
Falo de alguns excertos desta entrevista, a maior parte das vezes na primeira pessoa:
“Fico muito orgulhosa quando por ex. em países como na Finlândia, as pessoas gostam das músicas que faço”. Nem sei bem que é que ela quis dizer com isso.
“Perguntei à minha mãe se imaginava todo este sucesso. E ela respondeu: Eu sabia que o que eu fiz era muito bem feito”.
“Quando estou por cá, ando muito de carro e incrivelmente não oiço coisas minhas na rádio”…
Entretanto, num excerto de um concerto, o pai dela diz à entrevistadora que sempre disse à filha que se queria ser grande tinha que cantar fado… apesar de ela não querer.
E, mais uma vez, ao ser entrevistada, Mariza fala do seu percurso, das músicas que canta, sem falar de Amália. Será normal?
Será que alguém, quando a vê nos seus concertos, a cantar: Barco Negro, Povo que lavas no rio, e por aí fora, não pensa na Amália? De facto, estes fados são maravilhosos, de uma força incrível. Como todos nós, amantes do fado, sabemos. Não me espanta nada que os fados que ela canta façam todo este sucesso lá fora. Já não fizeram, durante tantos e tantos anos? Lembram-se dos concertos de Amália? A diferença é que agora há uma máquina por trás. E ouvintes que escutam estas músicas maravilhosas pela primeira vez.
Há um ou dois anos, Mariza chegou ao palco para receber um Globo de Ouro e, antes de qualquer coisa, disse: Até que enfim! Pergunto eu: Será que todos temos de gostar de a ouvir?
O único mérito que lhe vejo é o de viajar com a letra e a música portuguesa. Se fosse eu a mostrar ao mundo os nossos fados não escolhia a Mariza, nem a sua voz.

No final desta entrevista, Clara de Sousa retoma a emissão e acaba a dizer que hoje é dia 6 de Setembro, dia que fica marcado pela morte de outra grande voz: Pavarotti. Delicioso.

sábado, setembro 08, 2007

Caso da praia da luz (cont.)

Muito fraquinha a cobertura que os nossos canais têm feito às novidades de hoje deste caso.
Pior que Clara de Sousa, Rodrigues dos Santos (RS). Os convidados, com algumas excepções, também não ajudaram. Além da especulação, acabaram por dizer asneiras.
Um "pequeno" pormenor: RS interrompe a conversa e dá, em primeira mão, os pais usaram um sedativo! Ouço falar em calpol. Depois falam em anti-histamínico. Em rodapé, aparece calpol, um antipirético. Finalmente certo, penso eu. Depois do entusiasmo de RS, a perguntar a todos os convidados: Então sempre deram um sedativo. De imediato, em rodapé, aparece calpol, um sedativo. Continuaram a falar do "sedativo". Lamentável. Acabo contando que RS pergunta aos seus convidados:É possível que o "sedativo" tenha feito largar sangue? Delicioso, se fosse uma anedota.
LR

Sob pressão

Paulo Sousa, no Pontapé de Saída (quarta), disse que viu, nos jogos a que assistiu ao vivo na Catedral, jogadores a lidar mal com a pressão. Se não sabem jogar sobre pressão não são jogadores para o Benfica, dizia ele.
LR

Caso da praia da luz

Luz é coisa que temos visto pouco nesta história.
Para mim uma tragédia, seja qual for a verdade.
Sem mais comentários, apenas um. Indecentes as declarações que os familiares deste casal têm feito por estes dias.
LR

terça-feira, setembro 04, 2007

Jovens enfermeiros em luta no hospital da Guarda

Hoje no telejornal um grupo de enfermeiros mostrava o seu descontentamento pela falta de trabalho. Motivo nobre. Já não gostei dos óculos de sol. Meninas e meninos todos de óculos pretos, largos, por detrás das fitas que diziam “Jovens enfermeiros em luta”. Não combina, pois não? Para piorar as coisas entrevistaram 3 enfermeiros todos por detrás dos ditos cujos. Fez-me lembrar há uns tempos uma reportagem à porta de uma faculdade de Coimbra, onde os estudantes gritavam: Não pagamos, não pagamos!! -Lembram-se? – em que o jornalista pergunta a uma dessas alunas (de óculos de sol): Quem tem dinheiro para pagar esses óculos, não tem dinheiro para pagar propinas? Não me lembro da resposta.

Aulas anti-stresse para crianças a partir dos 4 anos. Entrevistam as crianças, uns pequenotes. O mais velho terá 5, 6 anos. Dizem que estão muitas vezes stressados. Isto está bonito, está…
Não saio do sofá. Hoje o telejornal promete!

domingo, setembro 02, 2007

Rescaldo

No rescaldo do Porto-Sporting, achei muita piada ao Rui Moreira, no Trio de Ataque, comprometidíssimo, a defender que tinha sido falta... depois lá se foi calando quando começou a falar o outro Rui, o sportinguista...
Sr. Rui Moreira não custava nada admitir que aquilo foi um corte. Duvidar, pelo menos, do juízo do árbitro. Afinal de contas já passou, nada a fazer.
Por estes dias de férias fartei-me de ler, diariamente, a bola e o público na praia. Na verdade, não tenho paciência para ler romances e afins como toda a gente que conheço faz. As minhas amigas leram 3, 4, 12 romances... Não é por mal. Simplesmente não consigo. Quanto ao a bola foi sempre um prazer. É um jornal com piada. Para mim, claro.
Quanto ao público, lê-se sempre bem. Continuei a lê-lo nas férias. Como tal, desisti, conscientemente, de comprar semanários como o Expresso e o Sol... e revistas como a Visão ou a Sábado... muito fraquinhas em tempo de férias... principalmente a Visão.

Estou a ver o Paulo Portas no telejornal. Faz-me sempre sorrir este homem! Talvez me venha à memória a imagem do Ricardo Araújo Pereira. Ou talvez não. Nem será preciso. Pergunto-me donde vem esta simpatia jornalistica. Todo este destaque. Será para nos fazer sorrir?
LR

Regresso

Após 3 longos anos estou de regresso... já tinha saudades!

sexta-feira, outubro 01, 2004

Esta gente

Não sou fã do Miguel Sousa Tavares. Muito pelo contrário. Não só por ser um portista ferranho.
Acabo de ler o seu artigo-Esta gente-no Público de hoje. Um pequeno resumo de como anda este país. Excelente.

domingo, setembro 12, 2004

Marizaafadista

Já não é a primeira que escrevo sobre a cantora Mariza. Tem uma voz forte, não gosto especialmente do timbre.
O canto é algo belo porque é agradável. Sou grande apreciadora de música e, especialmente, de belas vozes. Os instrumentos emitem sons fortes, bonitos, mas as vozes são sentimentos humanos. Todos conhecemos o ditado: Quem canta seu mal espanta. E encanta. Quando encanta.
Uma voz com sentimento faz-nos parar. Faz-nos sentir. É como um piano por Sakamoto. Não sei explicar, mas o que vejo em Mariza, é tudo menos isto. Quando fala e quando canta. Nunca vi ninguém que cante para si como ela faz. Tanto teatro. A voz não se esforça, não se prende. A voz flúi. A voz não se conduz. A alma é que a conduz. Imagino que cantar deva ser maravilhoso. Que saudades de Amália. Única. Felizmente temos outros que vão cantando, e encantando.
LR

quinta-feira, setembro 09, 2004

Brandos costumes?

Não estarão a ser radicais as senhoras holandesas que teimam em dar-nos lições de um país civilizado? Estas senhoras, perante a nossa cultura, as nossas leis e o nosso referendo, dizem que temos uma mentalidade retrógrada. Que as mulheres portuguesas não têm liberdade e que em Portugal não há democracia. Há quem diga que, à boa maneira holandesa, para puderem aguentar todos estes dias em alto mar, não trouxeram apenas as ditas cujas pílulas...
A última foi ver a Sra. Rebeca qualquer coisa, e outra colega, de caixinha na mão, em directo na televisão, a dizer que "este medicamento" (o tal medicamento abortivo) está disponível nas farmácias portuguesas. Será que têm comissão, ou este passeio foi subsidiado pelo tal laboratório? Tremenda irresponsabilidade! Também dizem que os médicos portugueses são hipócritas e mentirosos.
Dizem que somos um país de brandos costumes... mas a paciência também se esgota! Começo a desejar que alguém faça alguma coisa. Se, no início deste festival todo havia algumas dúvidas, neste momento, parece que os tais "outros" medicamentos têm sido muito utilizados...
LR

segunda-feira, setembro 06, 2004

Mourinho

Porque razão foi Mourinho ameaçado? E porque razão a tão terrível ameaça não se concretizou?
by António Tavares-Teles (Diário de Notícias)

Modernices

Muito se divagou àcerca da pulseira esfarrapada que Santana Lopes usa com os seus fatos Rosa e Teixeira. Quando lhe perguntaram, em entrevista para a Visão, ele rapidamente explicou. Deram-lha na Moda Lisboa.

domingo, setembro 05, 2004

Código Da Vinci

Será mesmo bom? Talvez. Hoje disseram-me, durante um jantar, que eu era a única que ainda não tinha lido o dito cujo. Não é que queira ser diferente, nem é por birra. Mas fiquei a pensar que os livros que tenho em mãos devem ser, de certeza, mais interessantes. Além disso, o facto de "toda a gente" já o ter lido, e ter achado o máximo, não me inspira grande confiança. Na verdade, ainda não acabei os que queria, quanto mais este, tão comercial e popular... talvez um dia destes. Nem a curiosidade aparece.

Ser interessante

Interessante. Uma das coisas que me faz pensar em alguém. Ou a sua falta de interesse. Alguém interessante atrai o nosso olhar. Sabem como é. Expressividade, sorriso, olhar, voz, gestos, cultura, opiniões, maturidade, integridade, simpatia, curiosidade, humor, pequenas ou grandes coisas que o definem. Gosto muito de pessoas. Não sei se será egoísmo, mas com elas procuro aprender alguma coisa. São-me úteis. Cada vez tenho menos paciência para quem nada transmite, nada irradia.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Pensamentos distantes

Bastava sentir a sua presença para se sentir feliz. Calma. Passou dias numa sala pouco distante da sua. Horas que se iam derretendo, ora sentindo a sua presença, ora procurando trabalhar.
É fatal quando a nossa pele se sente entranhada pelo seu sabor, pelo seu cheiro.
Amar é amar. Nunca gostei desta palavra. Vulgar, comum, irritação! Sempre achei que as pessoas pensam, sentem, falam, cantam e se apaixonam de formas diferentes. Tinha a certeza que era diferente. Imaginava que ainda não tinham inventado palavras suficientes para descrever os meus sentimentos, as minhas emoções. Quem poderia avaliar, definir, tabelar o que sinto, se nem a própria sabe. Puro egoísmo.
Quando duas pessoas se querem não há destino, fado, dia ou hora, que possa mudar este bem-querer.
Amar é amar. É sentir-se feliz por saber onde está o outro. É sabê-lo aqui.
O seu olhar leva-me longe. Para além do destino. Sabe bem este ligeiro prazer.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Condução perigosa

Dizia-me hoje um conhecido meu que esteve de férias no Algarve que, nos dias de hoje, fazer a viagem Algarve-Porto e chegar vivo a casa com a família já não era mau...
Quando oiço o Sr. Presidente da República preocupado com as multas que não são pagas, escapa-me alguma coisa... como todos sabemos, a maioria das multas deve-se a estacionamentos incorrectos e afins, à chamada caça à multa, como nos dias de feiras e romarias em que aí sim polícias não faltam. Não quero dizer com isto que não se paguem. Pelo contrário. O que sempre me incomodou é a indiferença às manobras perigosas, ao excesso de álcool (aqui parece-me que se tem tentado intervir de alguma forma) e a todas essas estradas assassinas que se espalham pelo país fora...
Quando há uns anos estive em Espanha durante alguns meses, após a Expo, para meu espanto, do que mais se lembravam os espanhóis enquanto, nessa altura, visitavam o país, era da "nossa" perigosa forma de conduzir...
Não há forma de conter estas mãos assassinas e de melhorar as nossas estradas?
LR